Um Amor Pra Recordar e a bipolaridade do Flávio

Um Amor Para RecordarVendo minha mãe assistir o filme Um Amor Pra Recordar, eu me lembrei do Flávio. TORCENDO A LARANJA: É estranho, ou eu não quero compreender que esse mundo não é reinado pela lógica: como que um paraense falso e misógino como ele pode me desgraçar e ao mesmo tempo assistir a esses filminhos adolescentes de amor de contos de fadas!!??

Um Amor Pra Recordar é uma história de uma moça chamada Jamie Sulivan, que se vestia mal e supereservada, nem usava maquiagem e só tinha um suéter na vida. Por isso era considerada inferior e piada pelos demais aborrecentes que a conhecia, igual a todo mundo que ouse ser diferente. Resumindo, ela é uma cópia-cola de mim aos 13 anos.

Na vida dela existia Landon, um aborrecente marginal. Ela gosta dele, mesmo ele sendo marginal, incompreensível da mesma forma que me apaixonei pelo Bruno Pablo um dia. No desenvolver da história o trombada do Landon se torna bom-moço, passa a amar Jamie e se casa com ela. Um belo conto de fadas, mas uma ficção fora do alcance do mundo real. Odeio contos de fadas. Como todo conto de fadas, dá raiva, ilude e mal-acostuma a adolescentada, e dá um tremendo desgosto a quem a vida (ou a sociedade) não dá chance à uma vida social digna. Pra aborrecentada, é bom pra sonhar que vai acontecer com eles. Pros solitários, dá vontade de se matar!

Flávio adora romances adolescente, principalmente os de anime mangá (eu também adorava mangá – até conhecê-lo!). Gosta porque é homem hetero, e ele pode ter todas as gostosas do mundo. Assistiu o filme do meu lado, enquanto eu fui fazer coisa melhor (que foi download de uma música). Contraditoriamente ele acha o filme lindo e maravilhoso porque uma solitária conseguiu ter uma vida social digna, mas mesmo quando ele chegou a entender que eu sou a Jamie Sulivan da vida real, ele ignorou e nem quis pensar no assunto!

Isso é que é mais revoltante na macharada brasileira: a hipocrisia de seus sentimentos. Acham que toda solitária tem o direito de um homem pra dar a elas o amor que o mundo negou, mas querem se casar com as populares que lhe darão status de “tá podendo”. São a favor das “reservadas” na boca, mas na atitude preferem as “piriguetes”.

Por isso que vocês vêem eu descrever muitas vezes os homens como bipolares. Flávio mesmo admitiu que é bom e mal ao mesmo tempo. Eu não sou essa maluquice. Meu lado é o do bem e não tem hipocrisia. Você escolha seu lado e fique nele! Ninguém deve admitir pra si mesmo que ser as duas coisas “faz parte”, que tudo bem-tudo bacana.

No final de tudo isso eu me pergunto: quem é Flávio Rodrigo na verdade? Um pirralho de 20 anos que nunca vai crescer, ou um psicopata enrustido? Ou uma ovelha perdida, como diz a Bíblia? Ele me odeia, ou me ama? Fica aí pra vocês pensarem!

Sofro com isso. Parece a dor da morte. Tenho vontade de chorar todo dia. Sou humano (um dos poucos que sobraram). Esses shows de desprezo faz a gente se sentir feio, deformado, nojento e pervertido; pois é assim que a sociedade vê pessoas como eu. É assim que os colegiais viam Jamie. Mas na vida real, Jamie jamais teria se casado antes de morrer.

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Publicado em quarta-feira, 19 dezembro 2012, em Eu, Machismo, Masculinismo, Misoginia, Sociedade brasileira. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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