Machismo e tradicionalismo também existem no meio LGBT!

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Ok, nós sabemos, somos carecas de saber que a sociedade brasileira é machista e tradicionalista. No entanto, isso só se restringiria ao meio heteronormativo, assim ficando o meio LGBT, que combate o machismo pra início de conversa, seria livre disso, certo? Pior que não!

Em teoria, o meio LGBT, já nascido no ativismo da defesa da diversidade, da simples diferença que não tira pedaço de ninguém, apenas é diferente… enfim, automaticamente seria um desobediente civil perante o tradicionalismo e os costumes ditados pelo machismo, que nada conserva coisas boas, apenas aprisiona as pessoas, deixando de viver as coisas, sem motivo nenhum pra impedir tal viver. Mas como o Brasil é Brasil, aqui os LGBTs pelegam, aceitam as piores idéias direitistas e até seguem direitinho as regras machistas e tradicionalistas da sociedade brasileira!

Um desses machismos é aquele mesmo que afeta minha vida; aquela que proíbe um homem cis ter relacionamento afetivo com um transexual feminino pro masculino que gosta de homem invés de mulher, como eu o sou. Isso porque a heteronormatividade, extensão do machismo, quer a todo custo continuar dividindo os seres humanos entre heteros e gays, sendo que existem não só os bissexuais, mas também os t-lovers, aqueles que sentem atração por transgêneros. A heteronormatividade, na sua “luta´´ em sobreviver diante da existência de LGBTs que não aceitam mais viver no armário, não quer reconhecer que o mesmo cara que gosta de mulher cis também adora uma travesti. Então o que faz? Cria uma idéia estúpida de que “não é gay gostar de travesti porque travesti é feminino, logo é hetero´´. Risível!


Não que travestis (não confunda travesti com transexual operada) não sejam mulheres de uma forma ou de outra, mas que, nós sabemos, não são 100% mulheres: travestis são um misto de mulher com homem, uma mistura, que gera um hemafrodismo, ou uma androgenia. Esse hemafrodismo/androgenia é atraente também, sem dúvidas. O problema é que gostar do hemafrodismo não pode ser considerado hetero, nem gay! É simplesmente um terceiro campo da orientação sexual do ser humano!

O erro é o próprio meio trans não lutar pelo reconhecimento do t-loverismo pela heteronormatividade, não integrar o t-lover junto à sigla LGBTTT (Travestis, Transexuais e T-lovers). O próprio movimento transgênero brasileiro compra a idéia empurrada com a barriga pela heteronormatividade, de que “homem que gosta de travesti não é gay porque travesti é feminino´´. O movimento transgênero brasileiro simplesmente é burro e manipulável pelo próprio inimigo no qual combate! Pra falar a verdade, toda a esquerda brasileira é burra! A ascessão neo-direitista que testemunhamos hoje é por causa dessa esquerda burra. Burra e desunida!

O resultado é até as travestis, ao menos as travestis manauaras, chegarem ao ponto de defenderem o machismo, dizendo que os homens estão certos em não assumirem relação comigo por eu não ser feminin@, e que as travestis conseguem “grelhar´´, gíria pra “transar muito´´, porque são femininas. Mas entre muitos homossexuais ambos os homens são masculinos, e não existe essa regra de “um afeminado em papel de mulher´´ como a heteronormatividade quer regrar! E a bissexualidade, como é que fica? Será mesmo que não importa se é pênis ou vagina, contanto que seja feminino tá tudo bem? Desafio então a exibição de um casal feito por um homem e uma travesti, numa dessas novelas globais, pra ver se o público vai engulir que é “casal hetero´´: vai é sofrer mais reclamação do que a “Babilônia´´!!

Pra uma travesti é refresco comprar as idéias toscas da heteronormatividade, mas exigir que todas as pessoas que gostam de homem sejam obrigadas a serem femininas é reprodução de uma ditadura! Cadê nossos direitos em identidade de gênero, os mesmos que as travestis em tese também defendem? Ou começaremos a exigir que homossexuais sejam travestis à força pra poderem “grelhar´´?

O mais interessante é que pra heteronormatividade não é mais problema um homem transar com um gay caso este for afeminado: até existe hoje uma corrente de masculinistas que acreditam piamente que não são gays mesmo depois de terem transado com um homem afeminado! (Que piada!) Transar com cu de homem afeminado não é mais homossexualidade, mas transar com uma buceta masculina aí fere a heteronormatividade? Que confusão!

A heteronormatividade conseguiu criar uma confusão aonde ninguém mais se entende. A heteronormatividade criou essa confusão, se aproveitando da falta de intelectualidade da esquerda, pra sobreviver e até manipular a luta LGBT. Enquanto isso, machudas como eu continuarão a sofrer abstinência, e homens cis continuarão a transar com travestis mentindo pra si mesmos que são os caras mais heteros do universo; porque não adianta esperar que a militância brasileira crie inteligência pra raciocinar e parar com essa patacoada, nem por um milagre!

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Publicado em segunda-feira, 11 maio 2015, em LGBT. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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